O nome “cativo” tem um significado ambivalente, que é característico das relações afetivas interpessoais e sociais: por um lado, esboça-se a noção de cativar, de conquistar, de criar laços afetivos de união e cuidado; em contraposição, fica igualmente implícita a idéia de cativeiro, de claustro, de isolamento e abandono. O assunto, portanto, evoca tanto questões sociais quanto pessoais em torno da idéia de busca incessante por uma ordenação do caos, por um espaço de recriação a partir da destruição. Por meio dos escombros, as artistas propõem metáforas possíveis sobre ser cativo. Assim, o trabalho tem a preocupação de promover a reflexão e articular questões políticas sobre a convivência urbana.