• Projeto Memória Alquimídia disponibiliza acervo da Cultura Catarinense na rede

  • Voltar
7 de março de 2024 por 

Em 17 de outubro de 2003, a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – lançou a Carta sobre a Conservação do Patrimônio Digital. O documento expressa a importância da conservação do patrimônio arquivístico digital diante do perigo de desaparecimento por conta da obsolescência de mídias físicas, desastres naturais, armazenamento inadequado, roubos, guerras e até a descontinuidade de sites e plataformas na Internet. O documento também registra uma série de recomendações para que Governos e instituições estabeleçam políticas de preservação de arquivos de relevância social e cultural de modo que se mantenham fidedignos, autênticos e acessíveis.

Foi pensando nessas questões que a equipe da Associação Cultural Alquimídia desenvolveu o projeto Memória Alquimídia – Memória Compartilhada, que prevê a catalogação do seu acervo, que conta com centenas de vídeos do CATAVÍDEO, a Mostra de Vídeos Catarinenses, realizado de 1998 à 2014, e muitos arquivos relacionados aos Pontos de Cultura de Santa Catarina. Tanto os registros de materiais físicos, como livros e cartazes, quanto o conteúdo digital serão disponibilizados para consulta e download no site da Alquimídia (www.alquimidia.org).

O Projeto Memória Alquimídia – Memória Compartilhada foi viabilizado por meio do Programa de Incentivo à Cultura, o PIC, do Governo do Estado de Santa Catarina, aprovado pela Fundação Catarinense de Cultura e conta com o incentivo da Celesc.

“Além do material físico que será catalogado, como fitas de vídeo, publicações e DVDs, a Alquimídia tem em seus arquivos conteúdos que existem somente em formato digital” conta Thiago Skárnio, coordenador geral da organização. “A associação criou e hospedou, ao longo de anos, sites e blogs de grande relevância para a cultura catarinense, como os blogs do Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina, Conselho Municipal de Políticas Culturais de Florianópolis e a Rede de Pontos de Cultura. Todo esse conteúdo ficará disponível pelo projeto”, explica Thiago.

A tecnologia por trás da organização e disponibilização do acervo é o software Tainacan, uma ferramenta de código aberto que permite a gestão e a publicação de coleções digitais utilizada por muitos museus e instituições de patrimônio no Brasil e em outros países. “O uso de ferramentas livres já faz parte dos nossos processos de produção há muito tempo” conta Rafael Gonzaga, Diretor da Alquimídia e coordenador da catalogação. “Por isso, a escolha do sistema Tainacan foi natural, já que é uma tecnologia livre e desenvolvida no Brasil”, finaliza Rafael.

Todos os arquivos reunidos pelo Projeto Memória Alquimídia – Memória Compartilhada serão disponibilizados online sob licenças Creative Commons, que autorizam o uso e reprodução. Para acompanhar a execução do projeto e acessar o conteúdo, basta entrar no site do projeto: www.alquimidia.org/acervo e seguir asmídias sociais da Alquimídia, tanto nas plataformas comerciais (siga o arroba @alquimidia) como no Fediverso pelo perfil @rede.

Por Ingrid Bezerra

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *